MUNICÍPIO DE CORRENTE

Bandeira

                    

Geografia

Corrente é um município brasileiro do Estado do Piauí, sendo a cidade um dos principais centros regionais do sul do Estado. Fica próximo da divisa com o estado da Bahia, com quem se liga pela BR-135. Localiza-se na latitude 10º26'36´´sul e longitude 45º09´44´´, estando a uma altitude de 438 metros. Possui uma área de 3.045,9 km², com extensos campos de pastagens, que atendem a principal atividade econômica do Município que é a pecuária. É banhado pelos rios Corrente e Paraim (perenes), muitos riachos e riachões (intermitentes). É porta de entrada para o parque das nascentes do Rio Parnaíba.

História

Corrente, nome do rio que banha a cidade, tem sua origem na data Corrente de Cima, concedida a João Fernandes em 1727 e depois a Manoel Lopes de Carvalho, esta confirmada em 1747, segundo o Índice das Cartas de Sesmarias Concedidas no Piauí pelo Governo do Pará. 

Posteriormente, parte da fazenda teria sido comprada pelo português Manoel José Paes que casou-se  com Ana de Jesus, de cujo consórcio nasceram três filhas que tiveram papel fundamental na formação de Corrente, pois deram origem a três famílias que ainda hoje marcam a vida da municipalidade: Maria José, Isabel de Jesus e Joana de Jesus, que contraíram matrimônio, respectivamente, com José Messias Cavalcante, José Francisco Nogueira Paranaguá e Manoel da Cunha Pacheco.  

Documentos da paróquia de Parnaguá dão conta da existência de uma capela na fazenda Corrente de Cima em 1829, na qual frei Antônio de Santa Maria Calheiros nela realizou batizados. Por escritura datada de 27 de outubro de 1837, João Damasceno Nogueira e sua mulher Maria Rosa de Barros declaram que, tendo esta recebido uma posse de terras na fazenda Corrente de Cima, por herança de sua avó materna Francisca Rosa da Cruz, fazem doação da mesma a Nossa Senhora da Conceição, orago da capela nela situada, doação recebida pelo vigário de Parnaguá Cândido Pereira de Lemos e registrada no registro de imóveis de Corrente, 62 anos depois, pelo padre Eliseu César Cavalcante. Some-se a esta, a área contígua de 200 braças na mesma fazenda que o capitão João de Deus Pacheco e sua mulher Joana Amélia Cavalcante doaram à mesma padroeira, por escritura de 27 de novembro de 1887, no ato de inauguração da capela de São José, construída pelo seu sogro e pai, capitão José Messias Cavalcante. Vale acrescentar que no local daquela primeira capela, onde fora edificada a igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição com verba testamentária legada pela baronesa de Paraim, está situada a igreja batista, enquanto que o terreno da antiga capela de São José hoje abriga a igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Tópicos da História de Corrente

  • A primeira escola pública de Corrente, criada pela lei provincial nº 332, de 8 de julho de 1853, passou a funcionar em 20 de fevereiro de 1854, regida pelo professor e tenente José Messias Cavalcante.
  • A povoação de Nossa Senhora da Conceição do Corrente foi elevada à condição de freguesia (paróquia) pela lei provincial nº 500, de 7 de agosto de 1860.
  • Seu desmembramento do território de Parnaguá e a consequente elevação à categoria de vila (município) verificou-se pela resolução provincial  nº 782, de 10 de dezembro de 1872, sendo instalada em 8 de dezembro de 1873. Presidiu a solenidade o dr. José Mariano Lustosa do Amaral, juiz de direito da comarca de Parnaguá. Na ocasião, foram juramentados e empossados os vereadores Emílio Rodrigues Alves, Francisco Carvalho de Araújo, Antônio Elesbão Cassiano Paraguassu, Wenceslau da Cunha Ribeiro, Francisco Ribeiro de Souza, Jesuíno do Rego Lobato e José de Seixas Louzeiro. À época, não havia prefeito, exercendo a Câmara Municipal funções tanto legislativas quanto executivas.
  • Por lei de 13 de outubro de 1875, a Câmara Municipal já adotava drásticas medidas, pois, dentre outras, proibia: a edificação no recinto da vila sem que o fiscal procedesse a prévio alinhamento do terreno, bem como o uso de cobertura de palha; barreiro, escavação ou entulho nas ruas; a matança de gado em local não indicado pelo fiscal, mesmo para consumo particular, devendo o abate ocorrer somente à tarde, para venda no dia seguinte até às 12 horas; a criação de jumentos, porcos, ovelhas e cabras dentro da vila, cabendo à pessoa que os prendesse metade da multa fixada para a infração. Além do mais, era fixada em 10 metros a largura das ruas; os donos ou inquilinos eram obrigados a manter limpas as testadas de suas casas até o centro da rua, bem como a rebocar e caiar as frentes de suas casas até o mês de junho; a casa deveria ter as dimensões mínimas de três metros de altura na frente, portas de dois metros de altura e um de largura e janelas de um metro e dez centímetros de altura e setenta centímetros de largura, com calçada de um metro de largura na frente; o fiscal deveria examinar constantemente os açougues, para que se conservassem sempre caiados e os pesos sempre limpos; os possuidores de terras, vaqueiros e agregados eram obrigados a roçar, entre junho e setembro, as estradas nos lugares onde residiam.
  • Em 1876, dois filhos da terra são ordenados padres pelo Seminário das Mercês, de São Luís do Maranhão: Augusto Francisco Nogueira, filho do comendador José Francisco Nogueira Paranaguá, e Eliseu César Cavalcante, filho do capitão José Messias Cavalcante.
  • A criação da agência dos correios de Corrente ocorreu em 5 de julho de 1879, enquanto que o telégrafo foi implantado em 1930, o telefone em 1982 e o sinal de TV em 1984.
  • O primeiro correntino a se formar em Medicina foi o dr. Joaquim Nogueira Paranaguá (1882). Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, foi deputado provincial (1884-1885 e 1888-1889), deputado federal constituinte (1891-1896) e senador da República (1897-1905). Com a Proclamação da República, exerceu também, na condição de 1º vice-governador, o cargo de governador do Piauí (04.06 a 23.08.1890).
  • Em 16 de janeiro de 1887 era inaugurado o primeiro estabelecimento de ensino confessional de Corrente, denominado Colégio Imaculada Conceição, sob a direção do padre Eliseu César Cavalcante e de seu sobrinho Augusto de Freitas Cavalcante. No mesmo ano, a 27 de novembro, padre Eliseu promoveu a bênção e inauguração da capela de São José, construída pelo seu pai, capitão José Messias Cavalcante, para uso da família, com autorização do bispo de São  Luís do Maranhão, dom Antônio Cândido de Alvarenga, ao qual era subordinado o Piauí. Em comemoração ao ato, padre Eliseu libertou o único escravo que possuía, o pedreiro Raimundo, de 23 anos de idade, gesto imitado pelo seu pai, que libertou o carpinteiro Matias.
  • Iniciada em 1888, graças à verba testamentária legada pela baronesa do Paraim, dona Inácia da Conceição Nogueira, em Corrente era inaugurada festivamente, em 7 de dezembro de 1892, a nova igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída no canto oriental da atual praça Dr. Joaquim Nogueira Paranaguá, mesmo lugar onde hoje se localiza a igreja batista.
  • Pelo censo realizado em 1889, Corrente possuía 107 fazendas de criação de gado com 13.398 cabeças, avaliadas em 123:880$000 réis.
  • A criação da comarca de Corrente, desmembrada da de Parnaguá, veio com a Proclamação da República pelo decreto nº 3, de 26 de junho de 1990, instalando-se em 19 de dezembro do mesmo ano com a posse de seu primeiro juiz de direito, José Lourenço de Moraes e Silva. Hoje pertence à ultima entrância, no mesmo nível de Teresina. 
  • Em 10 de janeiro de 1904, quando já funcionava o jardim de infância dirigido pela missionária norte-americana Juliet Barlow, foi criada a igreja batista de Corrente, a pioneira desse culto no Piauí, sob os auspícios da Missão Batista do Norte do Brasil. Depois seriam fundados o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino (1920), o curso ginasial (1947), o curso pedagógico (1962) e o curso de técnicas agrícolas (1878). A primeira visita de um pastor batista norte-americano a Corrente, Ernest Alonso Jackson, ocorrera em 1901, quando batizou o coronel Benjamin José Nogueira e seus seguidores.
  • Mas nem sempre Corrente viveu em paz. O mais grave conflito de sua história ocorreu em 1922 envolvendo José Honório Granja e membros da família Nogueira, à frente o dr. Raimundo Lustosa Nogueira, prolongando-se até 1926. Iniciado em Parnaguá, tendo por pano de fundo disputas políticas e patrimoniais, logo se alastrou por vários municípios da região, sobretudo Corrente, onde as tropas de Granja chegaram a ocupar o Instituto Batista. Segundo os pesquisadores, participaram do conflito, de lado a lado, cerca de 400 combatentes, gerando morticínios, saques e depredações.
  • Corrente foi elevada à categoria de cidade em decorrência da implantação da reforma administrativa e judiciária imposta pelo governo federal através do deceto-lei nº 311, de 1938. Para sua execução no Piauí, o interventor Leônidas de Castro Melo baixou os decretos-leis nº52, 147 e 148, no mesmo ano, ocorrendo sua instalação em 1º de janeiro de 1939.
  • Em resposta ao avanço batista, o novo vigário de Corrente, padre José Anchieta de Alcântara Mello, fundou o Educandário Imaculada Conceição (1949) e o Ginásio São José (1953).  Depois seria criada  pelo padre Raimundo Dias Negreiros a Escola Técnica de Comércio “D. José Vázquez” (1966).
  • O primeiro estabelecimento bancário a se instalar em Corrente foi o Banco do Brasil (1965), seguindo-se o Banco do Estado do Piauí (1976), o Banco do Nordeste (1978) e a Caixa Econômica Federal (1982).
  • Em 1974, realizou-se a primeira exposição-feira agropecuária de Corrente no Parque “Governador Alberto Silva”, construído pelo prefeito Jesy Lemos Paraguassu, dando-se início a uma festa que se realiza anualmente no mês de julho e atrai visitantes de todas as partes do País. Nesse ano, Corrente passou a contar com a energia de Boa Esperança.
  • Em 1977, o governo do Estado inaugurou o Hospital Regional “Dr. João Pacheco Cavalcante”, por ele construído. No ano seguinte, seria a vez do sistema de abastecimento d’água e do asfaltamento da BR-135 até Corrente. Seu prolongamento até a divisa PI/BA se daria em 1982.
  • A Rádio Progresso de Corrente, a quarta emissora fundada no interior do Piauí (depois de Parnaíba, Picos e Floriano), passou a funcionar em 1981, tendo como sócios Maria do Perpétuo Socorro Rocha Cavalcanti Barros, João Cavalcante Barrros, Jailson Cavalcante Barros, padre Raimundo Dias Negreiros, Hamilton Pacheco Cavalcante, Dermival Alves Bonfim, Antonino Lemos de Barros e José Faustino de Souza.
  • Em 1984, foi inaugurado o Hotel Rimo de Corrente, construído pela Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo, dirigida pelo deputado Jesualdo Cavalcanti Barros, em convênio com a Prefeitura Municipal de Corrente, à frente o prefeito Jesy Lemos Paraguassu. Em razão de idêntica parceria, foram construídos e inaugurados a Casa da Cultura de Corrente, o ginásio poliesportivo  e o estádio Paraguassu.
  • O prefeito João Cavalcante Barros criou o bairro Nova Corrente e construiu o Terminal Rodoviário “Sebastião Barros” (1989-1992) e o Centro Administrativo (2005-2008).
  • A implantação do sistema de esgotamento sanitário de Corrente, o primeiro do interior, teve início na gestão do prefeito Filemon José Francisco de Souza Paranaguá (1993-1996).
  • Em 1992 ocorreu a instalação do ensino superior em Corrente com a aula inaugural dos cursos de pedagogia e agronomia, sob o patrocínio da Fundação de Ensino Superior do Sul do Piauí (FESPI), fundada em 1988, em convênio com a Universidade Federal do Piauí e a Universidade Estadual do Piauí, num amplo movimento liderado pelo então deputado federal Jesualdo Cavalcanti Barros, com o apoio do ministro Hugo Napoleão (MEC), Instituto Batista Correntino, prefeituras e comunidade local. Corrente foi a terceira cidade do interior (depois de Parnaíba e Picos) a contar com ensino superior.
  • Em 1998 foi instalado em Corrente o 7º Batalhão da Polícia Militar do Piauí.

O primitivo município de Corrente deu origem diretamente, por desmembramento, a três  municípios: Gilbués (1891), Cristalândia do Piauí (1962) e Sebastião Barros (1994). Como de Gilbués foram desmembrados, por sua vez, os municípios de Monte Alegre do Piauí (1955) e de Barreiras do Piauí (1962) e, deste, o de São Gonçalo do Gurgueia (1995), depreende-se que a comunidade correntina abrange esses sete municípios. 

Cultura

Eventos religiosos e culturais: uma celebração da alegria, fé e emoção do nosso povo!

No mês de julho, época em que o clima da cidade é bem frio, principalmente à noite, acontece a grande exposição agropecuária da cidade, que atrai muitos visitantes de outros municípios e também de outros estados, principalmente de Brasília, do Tocantins, de Goiás e da Bahia. A Expocorrente reflete a pujança da criação de gado de raça na região, principalmente o gado Nelore, do artesanato local e das manifestações culturais.

Escritores correntinos ou que escreveram sobre a temática correntina:

  1. ...E assim veio o banditismo no Estado do Piauí, 1942 – Raimundo Lustosa Nogueira
  2. A Vida de Dom Domingos Carrerot – Monsenhor Rui Cavalcante Barboza
  3. A Vida Sempre Continua, 2012 – Monsenhor Rui Cavalcante Barboza
  4. Arre Égua – Edilson de Araújo Nogueira
  5. As Curvas do Caminho – Cândido Carvalho Guerra
  6. As Ideias Críticas de Capistrano de Abreu – Cândido Guerra Filho
  7. Boiadas – Cândido Carvalho Guerra
  8. Cânticos Tropicais, 1984 – Cândido Carvalho Guerra
  9. Canto Clauso – Celso Cavalcante Batista
  10. Chibata – Edilson de Araújo Nogueira
  11. Cidade de Cafundó – Cândido Carvalho Guerra
  12. Contos – Cândido Carvalho Guerra
  13. Crestomatia Poética Sul-Piauiense, 1990 – Cândido Carvalho Guerra
  14. Crime de Violência Arbitrária – João Pacheco Cavalcanti Borges
  15. Crônicas e “Causos” – Cândido Carvalho Guerra
  16. Cruz Credo! O Credo da Cruz – Glênio Fonseca Paranaguá
  17. Da Ficção a História – Cândido Carvalho Guerra
  18. Dicionário Enciclopédico do Gurgueia, 2008 –  Jesualdo Cavalcanti Barros
  19. Do Calcinado Agreste ao Inferno Verde – Cândido Carvalho Guerra
  20. Do Rio de Janeiro ao Piauí pelo Interior do País – Joaquim Nogueira Paranaguá
  21. Enxurrada do Gurgueia, 1956 – Cândido Carvalho Guerra
  22. Folhas Secas, 2006 – Cândido Carvalho Guerra
  23. Folhas Soltas, 2003 – Zilma Martins da Cunha
  24. Garimpeiros – Cândido Carvalho Guerra
  25. Gurgueia: espaço, tempo e sociedade, 2009 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  26. Lira Livre – Celso Cavalcante Batista
  27. Maravilhosa e Abençoada História – Edy Guerra Nogueira
  28. Maria da Soledade – Cândido Carvalho Guerra
  29. Meditações e Reminiscências – Jonas Barreira de Macedo
  30. Memória dos confins, 2005 e 2007 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  31. Moleques – Edilson de Araújo Nogueira
  32. Notícia do Gurgueia, 2002 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  33. O Comboio (trajetórias do Nordestino) – Joaquim Gomes de Oliveira
  34. O Martelo Vingador, 2004 – Cândido Carvalho Guerra
  35. O Patriarca – Troncos e Galhos, 2008 – Jackson Cunha Nogueira
  36. O Terremoto Que Abalou o Sul do Piauí, 1999 – Cândido Carvalho Guerra
  37. O Estado do Gurgueia e outros temas, 1995 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  38. O Predestinado – Cândido Carvalho Guerra
  39. Os Cavalcantes do Corrente, 2003 – Socorro Rocha Cacalcanti Barros
  40. Raízes da Minha Terra, 2002 – Edilson de Araújo Nogueira
  41. Rastros de Uma Vida, 2002 – José Anchieta de Alcântara Mello
  42. Religião, uma bandeira do Inferno – Glênio Fonseca Paranaguá
  43. Sertões de bacharéis, 2011– Jesualdo Cavalcanti Barros
  44. Tamacuri – Cândido Carvalho Guerra
  45. Tempo de contar, 2006 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  46. Tempo de Cultura, 1985 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  47. Tempo de Escrever – Zilma Martins da Cunha
  48. Tempo de Tribunal, 2003 – Jesualdo Cavalcanti Barros
  49. Terra de um Paladino, 1980 – Correntino Weguelin Nogueira Paranaguá
  50. Uma Síntese Histórica, 1992 – Sue Carter
  51. Vasos nas Mãos do Oleiro – Glênio Fonseca Paranaguá
  52. À Beira da Estrada – Gabriela Aguiar
  53. Ó xente! - Edilson Araújo Nogueira
  54. O Sertão piauiense em pé de guerra – Laécio Barros Dias
  55. A beira da estrada – Gabriela Aguiar
  56. Borboletas abandonadas - Laurene Nascimento
  57. A senhorita que guardava sonhos - Poemas e poesias - Carlos Henrique Lustosa Nogueira
  58. Assim caminhava o povo de Deus - Aurélio Coelho Rosal
  59. Eu sou um milagre - Antonio José Guerra
  60. Zuzinha: Vida, romance e sertão
  61. Amor do Mundo - Eduardo Shor
  62. Na roça é assim - Laurene Nascimento

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Turismo

O Município de Corrente oferece inúmeras opções para o turista, principalmente na área do turismo ecológico, pois tem uma natureza exuberante. Suas serras, colinas e montes, que emolduram a cidade e povoados, conferem beleza natural a essas localidades.

Os rios Corrente e Paraim, com nascentes dentro do próprio município, oferecem vários locais para banho em suas águas tranquilas e transparentes no verão. Barrentas, volumosas e até mesmo violentas no período das chuvas.

Há vários locais que se constituem em trilhas ecológicas naturais, como a que leva ao entorno da Serra dos Dois Irmãos e à Pedra Furada, local mágico, com inscrições rupestres, onde uma sequencia de montes separa dois mundos, cuja passagem, entre um e outro, se faz por uma abertura na rocha.

Entre os principais eventos da cidade, destacam-se:

Festa de Santos Reis- comemoração religiosa e cultural que acontece entre os dias 1e 6 de janeiro.

Carnaval- acontece com apresentações de bandas locais e bandas de grande projeção na mídia nacional.

Festa do Divino Espírito Santo- festa religiosa tradicional que acontece em data móvel, geralmente no mês de maio

Marcha para Jesus- acontece no mês de maio, mobilizando várias Igrejas Evangélicas da cidade com a participação de pastores, pregadores e bandas gospel.

Festas juninas - acontece no mês de junho. A abertura é feita com o Festival de Quadrilhas das Escolas Municipais, prosseguindo com eventos promovidos nos bairros e por todos os segmentos da sociedade correntina.

Expocorrente – Maior evento da região sul do Piauí. Exposição de gado, encontro de negócios, mostras culturais, leilões de gado. A abertura é feita com a tradicional Cavalgada, onde cavalheiros e carros de boi atravessam a cidade, ao som do aboio, do ranger das rodas dos carros de boi, do tropel dos cavalos.

Parada Cívica de Sete de Setembro - evento cívico comemorado pelas escolas tradicionais da nossa cidade e pelas escolas municipais e estaduais que, juntas, mantêm a tradição e enaltecem a Pátria. São dois dias de comemorações, em que as públicas desfilam no dia 06/09 e no dia 07/09 desfilam o IBC pela manhã e o Colégio São José, à tarde.

Festa de 15 de Novembro- celebração cívico-cultural na Rua 15 de Novembro, na data da  proclamação da República.

Festa do aniversário da cidade e da padroeira, Nossa Senhora da Conceição-os festejos religiosos acontecem entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, data que coincide com o aniversário da cidade, atraindo turistas dos municfpios vizinhos e mesmo de outros estados. Além das celebrações religiosas, acontecem muitos eventos culturais. 

 

Economia

Os dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) e do efetivo do rebanho dos municípios piauienses, referentes ao ano de 2011, mostram que o município de Corrente é detentor:

  • Na pecuária: do maior efetivo de bovinos, sendo este destaque na região e no Piauí, 8º na produção de leite e 28º no efetivo de galos e frangos;

  • Na agricultura: 20º maior produtor de milho, 21ª na produção de arroz e 30º na produção de mandioca.

A posição de destaque na criação de bovinos  se deve ao empenho de vários criadores da região, à frente o médico-veterinário Hélio Fonseca Nogueira Paranaguá, num trabalho desenvolvido há mais de 50 anos. Por conta disso,  Corrente lidera a seleção de nelore no Piauí com o uso de avançadas tecnologias, inclusive transferência de embriões. Além do mais, com cerca de 49.000 cabeças, o município detém o maior rebanho de gado vacum do Estado.

A análise feita sobre o Produto Interno Bruto a preço de mercado do município de Corrente mostra a ocorrência de crescimento desse indicador, em termos nominais, ao longo dos anos. Em 2006, o PIB era de R$ 79.048 mil reais, em 2010 evoluiu para R$ 134.301 mil reais, um aumento de 79,9% em termos nominais, superior à média estadual,  que foi de 72,5%. Em relação ao ano de 2009, houve um aumento de 19,3%.

A participação relativa do município de Corrente no PIB estadual, em 2006, era de 0,61%. Em 2010 mantém o mesmo índice de 0,61% e ocupava a 19ª posição no ranking estadual.

A participação dos setores da economia na formação do PIB de Corrente em 2010 era a seguinte: a Agropecuária respondia  por 10,0%, a Indústria por 9,4%, o setor de serviços por 73,1%, enquanto os demais setores respondiam por 7,5%,  com impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

 

Artesanato

Corrente você encontra o melhor do bordado e do artesanato de madeira, além de outras tipologias características da cidade, reunidos numa loja exclusiva da Associação de Artesãos de Corrente, que funciona na Casa da Cultura.

A Associação, que estava desativada desde 1995, recebeu da atual Gestão Municipal todo o incentivo para que pudesse ser reativada. Nesta segunda fase teve o apoio para se instalar, em um espaço dentro da Casa da Cultura de Corrente, a fim de comercializar os seus produtos.